As 5 Feridas Emocionais: A REJEIÇÃO
- 29 de set. de 2016
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A Rejeição é uma ferida muito profunda, porque aquele que a sofre sente-se renegado no seu ser e sobretudo no seu direito de existir. Enquanto uma ferida não está curada reactiva-se com toda a facilidade. A pessoa que se sente rejeitada não é objectiva. Interpreta os incidentes através dos filtros da sua ferida e sente-se rejeitada, mesmo quando não é. Assumindo assim a máscara do Fugidio ou Fugitivo, esta máscara corresponde fisicamente a um corpo que parece querer desaparecer. O corpo é estreito e contraído, o que o torna mais fácil de desaparecer ou não estar demasiado presente ou visível num grupo.
Usar uma máscara significa deixarmos de ser nós mesmos. Adoptamos uma atitude diferente, desde a juventude, convencidos de que ela irá proteger-nos. A primeira reacção de uma pessoa que se sente rejeitada é fugir. O Fugidio prefere não se agarrar às coisas materiais, porque elas irão colocar-lhe entraves à fuga. Tudo quanto está ligado ao espírito bem como ao mundo espiritual, atraem-no mais.
A ferida da rejeição é vivida com o progenitor do mesmo sexo. Foi esse progenitor que contribuiu em primeiro lugar para despertar a sua ferida já existente. O papel do progenitor do mesmo sexo consiste em ensinar-nos a amar, a amarmo-nos e a dar amor. O progenitor do sexo oposto ensina-nos a deixar que nos amem e a receber amor.
O Fugidio acha-se inútil, insuficiente, é incapaz de reconhecer o seu valor, assim sendo vai tentar por todos os meios valoriza-se aos olhos dos outros e aos seus olhos.
Frequentemente o Fugidio procura a solidão porque tem medo de não saber o que fazer se receber muita atenção.
A pessoa que sofre de Rejeição procura sem cessar o amor do progenitor do mesmo sexo, quer seja o próprio progenitor, quer transferindo a sua busca para outras pessoas do mesmo sexo. É muito sensível à mínima censura vinda desse progenitor e sente-se facilmente rejeitado.
Com o progenitor do sexo oposto o Fugidio receia antes ser ele a rejeitá-lo, fazendo tudo para não rejeitar esse progenitor.
Se achar que sofre da ferida de rejeição é muito importante aceita que mesmo que o progenitor o rejeite realmente, isso deve-se ao facto de a ferida não estar curada, o que faz com que atraia esse tipo de situação. Se continuar a achar que tudo o que acontece é culpa dos outros essa ferida nunca ficará curada. Sente-se mais facilmente rejeitado pelas pessoas do mesmo sexo e tem receio de rejeitar as pessoas do sexo oposto. À força de ter tanto medo de os rejeitar acabará por fazê-lo pois quanto mais alimentamos um medo mais rapidamente ele se concretiza.
O Fugidio desvaloriza-se permanentemente, compara-se frequentemente, vivendo assim na ambivalência. Quando é escolhido não acredita e rejeita-se a si próprio, acabando por vezes por sabotar certas situações. Quando não é seleccionado sente-se rejeitado pelos outros.
O Fugidio tem também dificuldade em expressar a sua opinião, uma outra característica do Fugidio é procurar a perfeição em tudo o que faz porque pensa que se cometer um erro vai ser julgado e para ele ser julgado equivale a ser rejeitado.
O maior receio do Fugidio é o pânico. Assim que pensa que pode entrar em pânico a sua primeira reacção é fugir ou esconder-se, é por isso frequente atrair muitas situações que o podem fazer entrar em pânico.
Se vivemos a rejeição é porque nos rejeitamos a nós próprios. Os que nos rejeitam estão na nossa vida para nos mostrar a que ponto nos rejeitamos a nós mesmos.
Os medos do Fugidio que o impede de comunicar claramente e de fazer as suas perguntas: Medo de não ser interessante; medo de entrar em pânico; medo que o outro o oiça por obrigação ou delicadeza; medo de ser considerado uma nulidade ou sem valor; medo de ser incompreendido.
As nossas feridas afectam a forma como nos alimentamos. O Ser Humano alimenta o seu corpo físico tal como alimenta o seu corpo emocional e mental. Ao nível da alimentação o fugidio prefere pequenas quantidades e fica muitas vezes sem apetite quando vive o medo ou emoções intensas. As nossas feridas impedem-nos de sermos nós próprios, isso cria um bloqueio que pode originar doenças. Cada tipo atrai indisposições e doenças específicas em função da sua atitude interior. Algumas indisposições e doenças que se podem manifestar no Fugidio:
1. Diarreias - porque rejeita os alimentos antes que o corpo tenha tido tempo de assimilar os elementos nutritivos, tal como se rejeita e como rejeita demasiado rápido situações que até poderiam ser benéficas para ele;
2. Arritmia - a aceleração do ritmo cardíaco, a sensação de que o coração vai fugir do peito, é uma outra forma de querer fugir a uma situação perigosa;
3. Problemas respiratórios quando entra em pânico;
4. Alergias - reflexo da rejeição que vive a certos alimentos ou substâncias;
5. Pode ocorrer o vómito da comida que acaba de ingerir, indicando a sua rejeição de uma pessoa ou situação;
6. Desmaiar ou sofrer de vertigens são outras formas de fugir;
7. Diabetes na sequência do abuso do açucar;
8. Se desenvolver muito ódio por um progenitor na sequência do sofrimento da rejeição e se se julgar reduzido às suas limitações emocionais e mentais, pode tornar-se Depressivo;
9. Como tem dificuldade em jovem de se reconhecer como ser humano é levado a tentar tornar-se igual às outras pessoas. Perde-se na personalidade de uma outra pessoa que admira. O perigo deste comportamento excessivo é que mais tarde pode transformar-se em psicose.
10. A ferida da rejeição dói tanto que é perfeitamente normal que um fugidio odeie o seu progenitor do mesmo sexo. Porém é-lhe muito difícil perdoar-se por ter sentido isso em relação ao seu progenitor, não lidando com este sentimento, não se permitindo sentir, poderá desenvolver Cancro, doença associada ao rancor e ao ódio.
A principal razão da presença de qualquer ferida está na incapacidade de perdoarmos aquela que infligimos ou tivermos infligido aos outros. É difícil perdoarmo-nos porque, normalmente, nem sequer conseguimos ver que nos queremos mal. Quanto maior é a ferida de rejeição mais isso significa que te rejeitas ou rejeitas outras pessoas, situações ou projectos.
CENSURAMOS NOS OUTROS TUDO QUANTO NÓS PRÓPRIOS FAZEMOS E NÃO QUEREMOS VER.
É por essa razão que atraímos para junto de nós pessoas que nos mostram o que fazemos aos outros ou a nós mesmos. Um outro meio para nos tornarmos conscientes de que nos rejeitamos ou de que rejeitamos outra pessoa é a vergonha. Vivemos um sentimento de vergonha quando nos queremos esconder ou quando queremos dissimular um comportamento. É normal sentirmos vergonha de termos condutas que censuramos nos outros. Sobretudo, não queremos que descubram que agimos como eles. Os comportamentos próprios do fugidio são ditados pelo medo de reviver a ferida da rejeição. Porém é provável que a pessoa não se identifique com todos os comportamentos, é quase impossível a pessoa rever-se em todos. Cada uma das feridas tem os seus comportamentos e atitudes interiores próprios. Essas maneiras de pensar, de sentir, de falar e de agir ligadas a cada ferida indicam uma reacção ao que se passa na vida.
RESUMO CARACTERÍSTICAS DA FERIDA DA REJEIÇÃO:
Despertar da Ferida: com o progenitor do mesmo sexo
Máscara: Fugidio ou Fugitivo
Corpo: Contraído; estreito; magro ou fragmentado
Olhos: Pequenos, amedrontados ou passando a impressão de usa uma máscara (olheiras)
Vocabulário: "Nulidade", "nada", "Inexistente", "Desaparecer"
Carácter: Desligado do material. Perfeccionista. Intelectual. Passa de fases de grande amor a fases de ódio profundo. Não acredita no seu direito de existir. Possíveis disfunções sexuais. Julga-se uma nulidade, sem valor. Procura a Solidão. Apagado. Tem a capacidade de se tornar invisível. Encontra diversos meios de fugir. Facilmente fica na Lua. Julga-se incompreendido. Sente dificuldade em deixar viver a criança que há em si.
Maior receio: o pânico
Alimentação: Apetite cortado pelas emoções ou pelo medo. Pequenas quantidades. Para fugir: açucar, álcool, droga. Predisposição para a Anorexia.
Doenças possíveis: Pele, Diarreia, Arritmia, Problemas Respiratórios, Alergias, Vómitos, Desmaio, Diabetes, Depressão, Psicose, Cancro.
Informação e Imagem retirada do Livro: As 5 Feridas Emocionais de Lise Bourbeau

































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