todos somos diferentes
- 2 de set. de 2021
- 3 min de leitura
Hoje escrevo este artigo motivada por algo que me gerou algum desconforto recentemente. Há 4 anos criei um grupo de divulgação de terapias alternativas, a ideia inicial era ter um grupo destinado a divulgar este tipo de terapias mais centralizado no distrito de Lisboa, pois existiam imensos grupos e naquele momento achei que poderia centralizar, aos poucos fui percebendo que era má ideia com pedidos de integração diversos vindos do país inteiro. Assim, decidi alterar o nome para Portugal, e o grupo seria então para divulgar terapias alternativas em Portugal, mas rapidamente percebi que também não era a melhor abordagem pois continuei a receber pedidos de adesão de pessoas de outros países. Nunca rejeitei um pedido de adesão e nunca questionei os pedidos de adesão.
O meu papel naquele grupo não é nem nunca será o de excluir mas sim o de incluir, a internet é uma plataforma Mundial e vivemos numa era de globalização, em que tudo se torna simples mesmo que a distância seja longa. O que me gerou um enorme desconforto foi um ataque a um determinado membro por este não ser Português, ataque esse que se virou para mim por permitir a entrada de membros não portugueses. Ora, o meu papel foi sempre o mesmo, incluir e não excluir, adaptar o grupo em função das mudanças que se vão apresentando, o grupo só tem uma regra, RESPEITO.
Sou fundadora e administradora única do grupo e assim continuará a ser, não vou acrescentar nem cargos nem regras, apenas o criei, coloquei a semente na terra e todos nós aos poucos regamos, ele cresce e vive com a energia que cada membro coloca, cada pessoa divulga aquilo que faz e não me compete a mim julgar o que cada um faz, não me compete a mim avaliar o desempenho ou o tipo de terapia, não me compete a mim julgar ou avaliar se o valor de troca é ajustado ou desajustado e sobretudo não me compete a mim avaliar se determinado terapeuta é competente ou não, mas tal como não me compete a mim não compete a NINGUÉM e não é o papel de ninguém fazê-lo.

Cada um sabe do seu ofício e cada um sabe aquilo que coloca no seu trabalho, divulgar o que fazemos é em grande parte tornarmo-nos vulneráveis, é mostrar ao Mundo uma parte de nós e cada um fá-lo como sabe, cada um cresce à medida que vai trabalhando em si mesmo e com os outros, mas certamente ninguém cresce com ofensas, desprezo ou repúdio. Outra coisa que é importante é não comparar, aquilo que eu faço não é melhor nem pior do que o outro faz, o que eu faço a mim me diz respeito e é por esse trabalho que respondo e assumo responsabilidade, não é comparável. A pessoa que me escolhe, escolhe me por um motivo, assim como cada pessoa recebe aquilo que coloca na sua energia, as vibrações atraem-se.
As divulgações online são única e exclusivamente divulgações, ninguém obriga ninguém a carregar num link assim como ninguém obriga ninguém a telefonar, mandar mensagem ou seja o que for que faça. Cada pessoa escolhe e essa escolha é livre. Este meu texto vai no sentido de pedir que pensem e se questionem porque é que o impulso que muitas vezes sentem é o de tentar rebaixar o trabalho de alguém só porque sai fora das vossas barreiras pessoais, de onde vem esse impulso?
Lembrem-se a internet é um mecanismo forte de fazer chegar as nossas ideias a milhares de pessoas, mas da mesma forma que nos oferece essa bênção, também nos torna responsáveis pelas nossas palavras.
Todos somos diferentes, abracemos essa diferença
MAIS AMOR POR FAVOR
Imagem retirada da internet

































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