Momento Presente
- 3 de jun. de 2017
- 2 min de leitura
Estar presente,
sabemos a importância que isso tem e no entanto mantemo-nos persistentemente numa dança entre passado e futuro, a relembrar memórias nostálgicas que se ajustam ao nosso sofrimento, que legitimam a análise frustrada ou pouco realizada que fazemos do nosso estado atual, ou a projetar a vida idílica que sonhamos.
Qualquer um dos casos representam uma fuga constante ao presente, à vida e ao nosso papel activo na construção dos nossos sonhos. Representam uma desresponsabilização da nossa inação, uma negação das aprendizagens proporcionadas por todas as experiências.
Não é possível viver o momento se o que fazemos é sobreviver.
Não é possível viver o momento sem sermos 100% responsáveis por tudo o que nos acontece.
Não é possível viver o momento se não respeitarmos o nosso percurso como fonte de aprendizagem.
Não é possível viver o momento se formos juízes e carrascos de nós mesmos, limitando-nos através de um auto-julgamento e sistema de comparação com os outros.
Não é possível viver o momento a partir de uma base de conhecimento filosófico sem lhe dar uso prático, sem implementar e fomentar esses fundamentos na nossa vida.

Viver o momento implica ação concreta, implica abraçar o desconhecido, sair do conforto da infelicidade, infelicidade essa fruto da resignação consciente a um estado dormente de rotinas e obrigações.
Viver o momento implica existir e para existirmos precisamos de nos conhecer, de nos aceitar e de nos amar.
Existir é um estado de consciência que nos permite sentir e sentir é viver.
Chegado este ponto, os dias deixam de ser apenas dias, os meses apenas meses e os anos apenas anos, cada dia, todos os meses e todos os anos passam a marcos do momento presente que se viveu, se vive e viverá.

































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