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Gostas de ti?

  • 23 de abr. de 2017
  • 3 min de leitura

Sem os óculos graduados com medo, sem a camisola do ego, sem as calças da super pessoa ou os sapatos da necessidade de agradar o mundo, consegues com honestidade responder afirmativamente a esta questão? Despido de todas as projeções que fazes sobre quem és e em quem te tornaste, sobre a tua posição ou dinâmica no teu núcleo social, familiar, ambiente de trabalho. Sem que a prioridade seja tudo o que conquistaste com a tua luta para singrares numa sociedade que olha para as aquisições e é essa a forma predilecta de avaliação. Consegues genuinamente deitar a cabeça na almofada todas as noites e naquele silêncio onde estás só tu contigo mesmo e dizer... caraças gosto mesmo de mim! Amo-me de VERDADE!


Existem inúmeros livros, artigos, citações, frases inspiracionais, frases motivacionais que falam da importância de nos amarmos, de gostarmos de nós, só falham na explicação de como fazer isso. Funcionam como um elixir, que vai enchendo o vazio que sentimos provocado pela desidentificação connosco, pela claustrofobia imposta pelas rigorosas convenções sociais que, temos de alguma forma que seguir se nos queremos sentir parte integrante de algo, mas a que custo? Para no final do dia dizermos, cumpri o objetivo? Amanhã há mais, e a cada dia que passa afastamo-nos de quem realmente somos e entramos na imagem que criamos, cosendo inúmeros retalhos que vão mascarando os nossos receios, fragildades, inseguranças, dores, emoções que reprimimos, para não "perdermos valor" e assim nasce um Frankenstein, uma ilusão, uma manta de colagens com o suposto correcto vindo duma avaliação distorcida de nós mesmos, irrealista e cruel.

Não adianta muito ler e pensar, UAU é mesmo isto! e essa sensação durar 10 segundos pois na verdade não voltamos o olhar para dentro e enfrentamos os demónios que não nos permitem manifestar-nos de forma genuína e verdadeira, sem medo da desaprovação ou avaliação, julgamento ou rótulos sociais.


Ler, ajuda a perceber a importância mas e o processo de sair da ilusão e passar ao real, de sair da construção e ver a realidade do Ser, sem julgamento, sem auto destruição, sem negação, aceitar toda e qualquer característica sem avaliar se é boa ou má, sem qualificar como defeito ou qualidade, sem procurar saber se é aceite ou não. Amar é aceitar TUDO em ti, não existe forma de crescer sem aceitar, sem reconhecer que determinadas características existem e são reais, que determinados sentimentos estão lá agarrados como lapas porque passámos grande parte do tempo a negá-los ou a ignorá-los e não fizemos absolutamente nada para os transformar, ao contrário formatámo-nos a pensar que não existem em vez de pemitir sentir a sua existência, ainda que desconfortável. Não me posso amar sem me ver, não me posso ver sem me permitir sentir, sentir tudo, aquilo que acho bom ou acho mau. Não será essa a verdadeira espiritualidade? Amor?




Quantas vezes te perguntas QUEM SOU EU, e respondes a essa pergunta?

Quantas vezes olhas para ti e dizes GOSTO DE TI? Pode ser hoje o dia...


Li não sei onde e fixei esta parte, "um pinto quando nasce parte a casca do ovo de dentro para fora", assim é com qualquer processo de evolução pessoal, de dentro para fora. No entanto e sendo essa a única forma, às vezes cruzas-te com pessoas que te ajudam a percorrer esse caminho, que te instigam a isso e te dão a mão nesse processo, que te colocam as sementes e partilham contigo a sua verdade. A essa pessoa, obrigada!





 
 
 

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